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Lygia Sampaio
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Lygia Sampaio foi a primeira artista a se destacar no meio modernista de meados do século XX na Bahia, participando de diversos salões de arte. Empregou técnicas de desenho, pintura e técnica mista, produzindo até cerca de 2014. Os comentários da crítica especializada sobre a sua obra expressam a importância da sua contribuição às artes visuais. Formada em Museologia em 1975, atuou no Museu da ABI e foi uma das responsáveis pelo Núcleo de Artes do Desenbanco, ambos em Salvador, BA.
Fotografia: Lygia Sampaio. 1949. Detalhe. Foto: Gervásio Batista (Biblioteca do MAB).

Fotografia no II Salão Bahiano de Belas Artes, 1950, no Hotel da Bahia, Salvador, BA. Fonte:LYGIA SAMPAIO, 1984.
Da esquerda para direita, Poty Lazarotto, Lygia Sampaio, José Pancetti, Genaro de Carvalho, Carybé, Zilá Moreira, Odorico Tavares e Diógenes Rebouças.
LYGIA SAMPAIO. Água de Meninos. Desenho a nanquim sobre papel. 1951. Foto: S. Pinho. Fonte: Biblioteca do MAB.
Paisagem do bairro de Água de Meninos em Salvador, quando havia cais e praia, aterrada no final dos anos 1960.
LYGIA SAMPAIO. Baianas no Bonfim. Nanquim sobre papel. 1966. Foto: S. Pinho. Fonte: Biblioteca do MAB.
Cena de mulheres negras em traje de baiana, saia rodada, torso e pano da costa, próximo à construção com arcada e gradil.
LYGIA SAMPAIO. Nu. Naquim sobre papel.1964. Foto: Andrew Kemp. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 2014, p. 45.
Nu feminino de costas.
LYGIA SAMPAIO. Cici e Vardete. 56x53cm. 1949. Foto: Andrew Kemp. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 2014, p. 33.
Obra exposta no I Salão Bahiano de Belas Artes. Retrata duas meninas negras, cujos olhares dirigem-se a algo que acontece fora da cena.
LYGIA SAMPAIO. A menina de Plataforma. 45x35cm. 1950. Foto: Andrew Kemp. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 2014, p. 39.
Pintura exposta no III Salão Bahiano (1951). Caracteriza-se pela estilização das formas e simplicidade da figura, uma garota do subúrbio soteropolitano.
LYGIA SAMPAIO. Pequena bordadeira. Óleo sobre tela. 1955. Foto: Artur Viana. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 1984, n.p.
Jovem negra sentada bordando.
LYGIA SAMPAIO. Figura Masculina. Técnica mista.1984. Foto: Artur Viana. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 1984, n.p.
Figura pensativa, olhar absorto. A composição é fortemente hachuriada.
LYGIA SAMPAIO. Figura. Técnica mista. 51x36cm. 1984. Foto: Artur Viana. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 1984, n. p.
Capa do catálogo da exposição individual da artista em 1984. A figura feminina na trama do desenho e da colagem, faz lembrar mulher usando cocar.
LYGIA SAMPAIO. Nossa Senhora das Maravilhas. Técnica mista. 48 X 33 cm 1969. Foto: Andrew Kemp. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 2014, p. 21
Representação da imagem de Nossa Senhora das Maravilhas (século XVII), conservada no MAS - UFBA, oriunda da antiga Sé Primacial da Bahia).
Nossa Senhora da Conceição. Acrílica sobre papel. 65x50 cm. 2011. Foto: Andrew Kemp. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 2014, p.17.
A técnica da tinta acrílica sobre papel foi muito empregada às santas pela artista.
Nossa Senhora da Conceição. Acrílica sobre papel. 50x35 cm. 2014. Foto: Andrew Kemp. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 2014, p.13.
Nossa Senhora da Conceição é uma das santas mais representadas por Lygia Sampaio, que cria cenário celestial, onde a santa gravita.
Fotografia no II Salão Bahiano de Belas Artes, 1950, no Hotel da Bahia, Salvador, BA. Fonte:LYGIA SAMPAIO, 1984.
Da esquerda para direita, Poty Lazarotto, Lygia Sampaio, José Pancetti, Genaro de Carvalho, Carybé, Zilá Moreira, Odorico Tavares e Diógenes Rebouças.
LYGIA SAMPAIO. Água de Meninos. Desenho a nanquim sobre papel. 1951. Foto: S. Pinho. Fonte: Biblioteca do MAB.
Paisagem do bairro de Água de Meninos em Salvador, quando havia cais e praia, aterrada no final dos anos 1960.
LYGIA SAMPAIO. Baianas no Bonfim. Nanquim sobre papel. 1966. Foto: S. Pinho. Fonte: Biblioteca do MAB.
Cena de mulheres negras em traje de baiana, saia rodada, torso e pano da costa, próximo à construção com arcada e gradil.
LYGIA SAMPAIO. Nu. Naquim sobre papel.1964. Foto: Andrew Kemp. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 2014, p. 45.
Nu feminino de costas.
LYGIA SAMPAIO. Cici e Vardete. 56x53cm. 1949. Foto: Andrew Kemp. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 2014, p. 33.
Obra exposta no I Salão Bahiano de Belas Artes. Retrata duas meninas negras, cujos olhares dirigem-se a algo que acontece fora da cena.
LYGIA SAMPAIO. A menina de Plataforma. 45x35cm. 1950. Foto: Andrew Kemp. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 2014, p. 39.
Pintura exposta no III Salão Bahiano (1951). Caracteriza-se pela estilização das formas e simplicidade da figura, uma garota do subúrbio soteropolitano.
LYGIA SAMPAIO. Pequena bordadeira. Óleo sobre tela. 1955. Foto: Artur Viana. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 1984, n.p.
Jovem negra sentada bordando.
LYGIA SAMPAIO. Figura Masculina. Técnica mista.1984. Foto: Artur Viana. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 1984, n.p.
Figura pensativa, olhar absorto. A composição é fortemente hachuriada.
LYGIA SAMPAIO. Figura. Técnica mista. 51x36cm. 1984. Foto: Artur Viana. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 1984, n. p.
Capa do catálogo da exposição individual da artista em 1984. A figura feminina na trama do desenho e da colagem, faz lembrar mulher usando cocar.
LYGIA SAMPAIO. Nossa Senhora das Maravilhas. Técnica mista. 48 X 33 cm 1969. Foto: Andrew Kemp. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 2014, p. 21
Representação da imagem de Nossa Senhora das Maravilhas (século XVII), conservada no MAS - UFBA, oriunda da antiga Sé Primacial da Bahia).
Nossa Senhora da Conceição. Acrílica sobre papel. 65x50 cm. 2011. Foto: Andrew Kemp. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 2014, p.17.
A técnica da tinta acrílica sobre papel foi muito empregada às santas pela artista.
Nossa Senhora da Conceição. Acrílica sobre papel. 50x35 cm. 2014. Foto: Andrew Kemp. Fonte: LYGIA SAMPAIO, 2014, p.13.
Nossa Senhora da Conceição é uma das santas mais representadas por Lygia Sampaio, que cria cenário celestial, onde a santa gravita.
Referências
Bibliográficas:

DESENBANCO. Banco de Desenvolvimento do Estado da Bahia. Núcleo de Artes: primórdios da arte moderna na Bahia. Apresentação de Jorge Lins Freire. Salvador: 1982. Catálogo. Não paginado.

GOMES, Célia Maria Barreto. Do laço ao traço:  a mulher artista em Salvador, 1900-1945. Salvador: EDUFBA, 2007.

GUIMARÃES, Francisco Portugal. Lygia Sampaio: artista modernista. In: LYGIA SAMPAIO: 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. Salvador, de 23 ago. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014. p. 9.

LYGIA SAMPAIO. Núcleo de Artes do Desenbanco, 28 nov. 1984 a 15 nov. 1984. Catálogo de Exposição. Salvador, 1984. Não paginado.

LYGIA SAMPAIO. 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. 25 out. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014.

PARAISO, Juarez. Belas Artes: 1877/1996. Catálogo. Salvador, 1996.

PORTUGAL, Claudius. Apresentação. In: LYGIA SAMPAIO: 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. Salvador, de 23 ago. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014. p. 7.

SAMPAIO, Lygia. De Sam Payo a Sampaio: um Estudo Genealógico. Salvador: Gráfica Santa Helena, 2006.

SCALDAFERRI, Sante et al. Os primórdios da arte moderna na Bahia: depoimentos, textos e contextualizações em torno de José Tertuliano Guimarães e outros artistas. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado: FCEBA/Museu de Arte da Bahia, 1997. (Coleção Casa das Palavras. Série Memória).

SILVA, Aldo José Morais. Lygia Sampaio e os desafios da modernização cultural na Bahia. In: LYGIA SAMPAIO. 60 anos de pena e pincel. Exposição no Museu de Arte Sacra da UFBA. 25 out. 2014 a 31 jan. 2015. Salvador, 2014. p. 25-30. (Catálogo de Exposição).

SOARES, E. M. V. O leque das crônicas de Vasconcelos Maia: (pre)texto para reflexão sobre Leitura, Literatura e Memória. Tabuleiro de Letras, [S. l.], v. 3, n. 1, 2012. (Não paginado). Disponível em: https://revistas.uneb.br/index.php/tabuleirodeletras/article/view/135. Acesso em: 12 ago. 2023.

VARÓN CADENA, Nelson. Associação Bahiana de Imprensa - 90 anos da ABI. Salvador: Associação Bahiana de Imprensa, 2020.

 
Eletrônicas seguidas dos links:

AGUIAR, Lygia. Mulher e Arte, um vínculo que se resgata. Bahiaja. 26/09/2007 às 17:09. Disponível: http://www.bahiaja.com.br/imprimirartigo?idArtigo=118 Acesso em: 17 jun. 2023.

BRITO, Reynivaldo. Lygia Sampaio e a grandeza de sua arte. In: ARTES VISUAIS. 12 nov. 2018. Disponível em: reynivaldobritoartesvisuais.blogspot.com/2018/11/lygia-sampaio-e-grandeza-de-suaarte.html Acesso em: 10 mai. 2023.
GUEDES, Joseanne. Museóloga e artista plástica Lygia Sampaio é homenageada pela ABI. 14/11/2018. Disponível em: https://abi-bahia.org.br/museologa-e-artista-plastica-lygia-sampaio-e-homenageada-pela-abi/ Acesso em: 03 jul. 2023.

SILVA, Thiago Brandão da. Tomás Santa Rosa (1909 – 1956): O artesão negro das artes gráficas. Disponível em: https://www.snh2021.anpuh.org/resources/anais/8/snh2021/1628527484_ARQUIVO_259bab467b4e1afddd29055ba9f3e984.pdf- Acesso em: 03 jul. 2023.

 
Arquivísticas:

Convite da Exposição Individual de Lygia Sampaio, no Belvedere da Sé. Salvador, BA, 1955.

Convite da Exposição Novos Artistas Bahianos: Pintura, Desenho e Escultura, De 18 a 30 de abril 1950, no Hall do Instituto Geográfico e Histórico. Salvador, BA, 1950.

Trechos de Depoimentos e Críticas Publicados:
Trecho de crítica de Carlos Bastos. Salvador, 1984. In: LYGIA SAMPAIO: 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. Salvador, de 23 ago. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014. p. 43.

Trecho de crítica de Cesar Romero. Salvador, 2013. LYGIA SAMPAIO: 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. Salvador, de 23 ago. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014. p. 54.

Trecho de crítica de Israel Pedrosa. Niterói, 1984.  In: LYGIA SAMPAIO: 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. Salvador, de 23 ago. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014. p. 50.

Trecho de crítica de Matilde Matos. Salvador, 2010. In: LYGIA SAMPAIO: 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. Salvador, de 23 ago. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014. p. 38.

Trecho de crítica de Sylvia Athayde. Salvador, 1914. In: LYGIA SAMPAIO: 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. Salvador, de 23 ago. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014, p. 56.

 
Depoimento Publicado:

Trecho de depoimento de Lygia Sampaio ao Núcleo de Artes, 1981. In: DESENBANCO.  Banco de Desenvolvimento do Estado da Bahia. NÚCLEO de Artes: primórdios da arte moderna na Bahia. Apresentação de Jorge Lins Freire. Salvador: 1982. não paginado.

 
Depoimentos Não Publicados:

Depoimento de Marcus Castilho Sampaio (designer e curador) a Suzane Pinho Pêpe, via Google Meet, 15 mai. 2022.

Depoimento de Valésia Santana de Oliveira (bibliotecária) a Suzane Pinho Pêpe. Salvador, 12 abr. 2023.
Livros, Catálogos e Crônicas de jornal de Lygia Sampaio: LYGIA SAMPAIO. Núcleo de Artes do Desenbanco.

Livros, Catálogos e Crônicas de jornal de Lygia Sampaio:
LYGIA SAMPAIO. Núcleo de Artes do Desenbanco, 28 nov. 1984 a 15 nov. 1984. Catálogo de Exposição. Salvador, 1984. Não paginado.

LYGIA SAMPAIO. 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. 25 out. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014.

SAMPAIO, Lygia. De Sam Payo a Sampaio: um Estudo Genealógico. Salvador: Gráfica Santa Helena, 2006.

SAMPAIO, Lygia. João Gramacho Falcão. Sertanista construtor de igrejas. A Tarde Cultural. Salvador, 01 ago. 1992.

SAMPAIO, Lygia. São José do Jenipapo: uma capelinha pede socorro. A Tarde. Salvador, 28 mar. 1992. p. 5.

 

 

 

 

 

 

 

 

(Lygia da Silva Sampaio. Salvador, BA, 18 ago. 1928 – Salvador, BA, 15 jul. 2023).

Retrato:
 

Retrato de Lygia Sampaio (Detalhe de Fotografia. Pasta Lygia Sampaio. Fotografias – Acervo do Desenbanco, atualmente na Biblioteca do MAB).

Formação:

1948 – Fez Curso Livre de Desenho e cursou o Primeiro Ano da Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia.

1949 – Frequentou o ateliê de Mario Cravo Junior, em Salvador.

1952 (?) – Estudou com Tomás Santa Rosa Junior, no Rio de Janeiro.

1975 – Formou-se em Museologia pela Universidade Federal da Bahia.

Assinatura

 

Assinatura em desenho a nanquim, datado 1950.

Assinatura em desenho a nanquim, datado 1951.

Assinatura no verso de desenho, datado 1966.

Assinatura abreviada (LSS), datado 1959.

Período de atividade:

Entre 1948 e 2014.

Principais especialidades:

Desenho, Pintura e Técnica mista.

Outras atividades:

Servidora pública municipal, museóloga, atuante no Museu da Associação Bahiana de Imprensa (Salvador) e no Núcleo de Artes do Banco de Desenvolvimento do Estado da Bahia (Salvador).

Dados biográficos:
Lygia da Silva Sampaio nasceu em 18 de agosto de 1928, na cidade do Salvador. É a terceira da prole de Maria Amélia Santos Silva e Gastão de Almeida Sampaio de um total de cinco filhas e quatro filhos. Além de possuir mais dois irmãos pela linha paterna (SAMPAIO, 2006).

Em 1948, Lygia Sampaio fez Curso Livre de Desenho e cursou o Primeiro Ano do Curso da Escola de Belas Artes da Bahia, que viria a ser Universidade Federal da Bahia. Ela também fez curso de Pintura com Santa Rosa, pintor e ilustrador de origem paraibana que migrou para o Rio de Janeiro (Convite de Exposição Individual, 1955).

Lygia Sampaio participou do movimento de renovação artística em meados do século XX na cidade do Salvador, cujos pioneiros nas artistas visuais foram o pintor Carlos Bastos, o pintor e tapeceiro Genaro de Carvalho e o escultor Mario Cravo Junior.

A aproximação de Lygia com os primeiros modernistas ocorreu ao frequentar o ateliê de Mario Cravo Junior, localizado na Ladeira da Barra, experiência relevante para a sua formação, levava seus trabalhos e ouvia a crítica do mestre. O local era ponto de convergência dos artistas Rubem Valentim, Jenner Augusto, Raimundo de Oliveira e Agnaldo dos Santos, e de escritores e críticos de arte, a exemplo de Vasconcelos Maia, Nelson Araújo e Wilson Rocha (DESENBANCO, 1982, n.p.).

A obra de Lygia surgiu em consonância com o contexto da arte moderna nos anos 1950, na Cidade da Bahia (Salvador), com suas ruas e construções, sua gente e religiosidade. Lygia captou personagens, flagrou cenas e registrou o patrimônio cultural com traços rápidos e muita sensibilidade, contribuindo para as representações visuais e sociais da cidade negro-mestiça e religiosa que mantinha costumes e tradições populares.

A prática de desenhar e pintar ao ar livre junto com outros jovens artistas, o que Lygia muito fez, inserida no grupo do professor João José Rescala (LYGIA, 2014), certamente, abriu seus sentidos e permitiu que propusesse cenas e figuras em movimento. Lygia, Rubem Valentim, Jenner Augusto e Mario Cravo realizaram uma exposição conjunta em abril de 1950 no Hall do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, intitulada “Novos Artistas Bahianos: Pintura, Desenho e Escultura”. Essa exposição foi organizada e patrocinada pela revista “Caderno da Bahia”, idealizada por Pedro Vasconcelos Maia e Cláudio Tuiuti Tavares, que existiu entre 1948 e 1952, desenvolvida com a colaboração de jornalistas, críticos de arte e artistas, inclusive Lygia Sampaio.

No campo artístico, diversas iniciativas públicas e privadas concorreram para o enriquecimento da vida cultural baiana, como a criação dos Salões Bahianos de Belas Artes, evento de extrema relevância para a afirmação de valores estéticos. Lygia participou do I Salão Bahiano de 1949, que aconteceu no Hotel da Bahia, evento que ganhou dimensão nacional. Assim como dos seguintes, em 1950, 1951 e 1954, no Belvedere da Sé, e do Salão Bahiano em 1955, na Galeria Oxumaré (SCALDAFERRI, 1997, p. 67).

As obras expostas pela artista nesses eventos são: Menina (aquarela); Cici e Vardete (óleo sobre madeira) – I Salão (1949); Cabeça (nanquim) – II Salão (1950); A menina de Plataforma (óleo sobre tela); Beco do Mingau (óleo sobre tela) e Fim de Rua (óleo sobre tela) – III Salão (1951); Retrato de Luiza (óleo sobre tela) – IV Salão (1954); Menino (desenho a lápis); Moça (desenho a lápis) – V Salão (1955). Apesar de não ter participado do Salão Bahiano em 1956, Lygia expôs no LVII Salão Nacional de Belas Artes, que ocorreu no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1952.Lygia Sampaio expôs individualmente no Belvedere da Sé, em Salvador, no ano de 1955. Ali funcionava o Departamento de Turismo para o qual Lygia pintara, em 1949, um painel representando a cidade alta e a cidade baixa, usando superfícies planas, sem recorrer  ao desenho em perspectiva.

Ela se considerava desenhista, mas deixou muitas ilustrações de lugares, arquiteturas e pessoas relacionadas à memória da sua família que são parte da memória de Salvador e do Recôncavo baiano. Seja a lápis, seja a nanquim usando o bico de pena ou o pincel, o desenho de Lygia Sampaio cativa pela clareza, espontaneidade e expressividade das linhas e das formas, distinguindo-se do de seus contemporâneos pela sinuosidade e delicadeza.De sua pintura a óleo e à tempera emergem jogos de cores quentes e frias peculiares e harmônicos. Assim, seu trabalho não se restringiu ao grafismo, é também voltado para pintura com formas figurativas estilizadas e expressivas.

Nos anos 1980, a artista desenvolveu trabalhos em técnica mista, aliando o desenho a nanquim na técnica do bico de pena à colagem de recortes de jornais. Nessas composições, as letras dos impressos colados são integradas pelo desenho da artista, demonstrando a vitalidade das composições harmônicas e equilibradas, assim como a sua pesquisa técnico-formal apurada. Trabalhos dessa fase foram exibidos em 1983, assim como a obra das décadas anteriores, na Exposição Retrospectiva, que ocorreu no Núcleo de Artes do Desenbanco, em Salvador.

Como observa o crítico de arte Cesar Romero, em comentário crítico sobre essa fase, a artista empregava duas formas de marcar a superfície, uma constituída de desenhos lineares soltos, a outra, de colagens com jornais. Nestas, “surgem rostos que são trabalhados com linhas sobrepostas [...]. Aí entra o diálogo sutil entre as letras dos jornais e a teia de nanquim. O destaque é sempre a figura humana.”. (Trecho de crítica de Cesar Romero, 2013).

O crítico de arte Israel Pedrosa, em 1984, caracterizou a produção de Lygia em técnica mista como trânsito “entre a estilização e soluções naturalistas, entre o descritivo e o puro impacto visual, o tênue traço contrasta com afirmativas formas escuras, onde colagens atestam seu apurado temperamento gráfico [...]” (Trecho de crítica de Israel Pedrosa, 2013). Segundo Sylvia Athayde, ainda sobre essa fase de Lygia: “Seu desenho, concentrado na simplificação das linhas, é singelo, delicado e se revela nas tramas das nuances caligráficas de suas figuras [...]” (Trecho de crítica de Sylvia Athayde, 2014).

Em 2007, a exposição Mulheres em Movimento, coletiva que fez parte das comemorações dos 130 anos da Escola de Belas Artes da Bahia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que aconteceu na Galeria Cañizares, evidenciou o trabalho das mulheres artistas. Lygia Sampaio é destacada como a pioneira das modernistas, mas não foi a única, pois, nos anos 1950, Maria Célia Amado, Jacyra Osvald, Iza Moniz, Maria Carrano, entre outras estavam inseridas àquele contexto (AGUIAR, 2007).

Em 2013, Lygia expôs na Galeria Carlo Barbosa, no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Essa mostra retrospectiva intitulada “Da Linha à Cor” consolidou laços da artista com a UEFS, com doações de trabalhos artísticos e livros de arte para essa instituição. No ano seguinte, ocorreu outra grande mostra,”60 anos de pena e pincel”, desta vez, no Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia, em Salvador. As categorias temáticas foram a base da curadoria dessa retrospectiva de Lygia – Figuras da Bahia; Religiosidade Baiana; Flores; a Cidade do Salvador; Nus. Aquarelas; Retratos e Santinhas (PORTUGAL, 2014, p. 7).

Lygia apresentou várias pinturas de Nossa Senhora em tinta acrílica sobre papel reafirmando seu interesse e relação com a arte sacra. Textos e comentários sobre Lygia Sampaio podem ser lidos nos catálogos de suas exposições, sobretudo, da retrospectiva em 2014, que apresenta trechos de comentários críticos dos artistas visuais Jenner Augusto, Carybé, Carlos Bastos e Mario Cravo, assim como escritores, críticos de arte e/ou historiadores da arte, a exemplo de Wilson Rocha, Israel Pedrosa, Matilde Matos, Myriam Fraga; Maria Helena Flexor, Aldo José Morais Silva, Aldo Tripodi, Claudius Portugal e Francisco Portugal Guimarães. Diversos originais desses documentos, assim como correspondências, fotografias, entre outros, anteriormente conservados no Núcleo de Artes do Desenbanco, encontram-se na Biblioteca do Museu de Arte da Bahia.

Os comentários da crítica especializada apontam alguns aspectos marcantes da personalidade e arte de Lygia Sampaio. Carlos Bastos apontou a suavidade, a timidez e a coragem da artista, primeira mulher a se mostrar publicamente enquanto modernista. (Trecho de crítica de Carlos Bastos). O caráter humano das figuras representadas por Lygia desde a aurora da sua trajetória é visível ao observador. Segundo comentário do crítico de arte Wilson Rocha em 1950, publicado no catálogo da exposição de Lygia realizada em 1984, no Núcleo de Artes do Desenbanco, o desenho de Lygia fixa “um sentimento acentuadamente humano, dando a medida do seu lirismo realista” (Trecho de crítica de Carlos Bastos, 1984). O escritor Claudius Portugal mencionou a “sensibilidade de suas formas e suas cores” e a “organização plástica lírica e paciente, para que exista e continue a existir o que há de humano numa arte legada ao cotidiano e fundamentalmente inerente ao ser humano”, como aspectos relevantes na obra de Lygia Sampaio (PORTUGAL, 2014, p. 6).

Além de ter contribuído como artista visual, Lygia Sampaio atuou na área da Museologia, cuja graduação concluiu em 1975, pela Universidade Federal da Bahia. Nesse mesmo ano, a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) fundava um espaço memorialista, tendo à frente a historiadora Hildegardes Vianna, que convidou Lygia, também servidora pública da Prefeitura da Cidade do Salvador, para trabalhar no Museu da ABI, dedicando uma parte de seu tempo a documentação e curadoria do espaço por mais de 30 anos (VARÓN CADENA, 2020, p. 1982).

Em 2018, ano em que Lygia Sampaio completou 90 anos, a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) outorgou-lhe a Medalha Ranulfo Oliveira, condecoração dada a profissionais que tiveram notável contribuição à liberdade de imprensa e ao exercício da atividade jornalística.

Sampaio participou da criação do Núcleo de Artes do Desenbanco, importante projeto relevante para fomento à cultura e à preservação da memória das artes plásticas na Bahia, cujo acervo inicial foi composto por obras dos primeiros modernistas baianos. Coordenado pelo escritor James Amado, pela museóloga Sylvia Athayde e por Lygia, esse Núcleo, além de reunir e preservar acervo de obras do modernismo baiano, realizava exposições, proporcionando o acesso do público  (DESENBANCO, 1982, n.p.). Sua equipe contribuiu para o único acervo documental sistematizado sobre modernistas baianos, que integra  matérias publicadas em periódicos, fotografias, entrevistas, e biografias, hoje disponíveis para consulta na Biblioteca José Pedreira, do Museu de Arte da Bahia.

Lygia é autora do livro De Sam Payo a Sampaio: um estudo genealógico (2006), resultado de pesquisa realizada ao longo de décadas sobre a genealogia da sua família paterna. A obra apresenta muitos desenhos e ilustrações de lugares e retratos que são parte de sua memória familiar.

Lygia Sampaio foi a última artista que participou do grupo modernista dos anos 1950 a falecer, em 15 de julho de 2023, perto de completar 95 anos.

Mostras individuais:

1955 – Salvador, BA. Individual, no Belvedere da Sé.

1984 – Salvador, BA. Exposição Retrospectiva de Lygia Sampaio, no Núcleo de Artes do Desenbanco.

2013 – Feira de Santana, BA. Da linha à cor, no Museu Regional de Feira de Santana (Universidade Estadual de Feira de Santana).

2014 – Salvador, BA – Lygia Sampaio: 60 anos de pena e pincel, no Museu de Arte Sacra (Universidade Federal da Bahia).

Participações em Salões, Bienais e Coletivas:

1949 – Salvador, BA – I Salão Bahiano de Belas Artes, no Hotel da Bahia.

1950 – Salvador, BA – Novos Artistas Bahianos: Pintura, Desenho e Escultura, no Hall do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

1950, 1951 e 1954 – Salvador, BA – II, III e IV Salões Bahianos de Belas Artes, no Belvedere da Sé.

1952 – Rio de Janeiro, RJ – LVII Salão Nacional de Belas Artes, no Museu Nacional de Belas Artes.

1955 – Salvador, BA – V Salão Bahiano de Belas Artes, na Galeria Oxumaré.

2006 – Salvador, BA – Exposição de Desenhos e lançamento do livro De Sampaio a Sam Payo: um Estudo Genealógico, no Museu de Arte da Bahia.

2007 – Salvador, BA – Mulheres em Movimento. (Exposição comemorativa dos 130 anos da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia –UFBA), na Galeria Cañizares.

Premiações:

1950 – II Salão Bahiano de Belas Artes (Menção honrosa de Desenho), Salvador, BA.

1951 – III Salão Nacional de Belas Artes (Menção honrosa de Pintura), Salvador, BA.

Referências
Bibliográficas:

DESENBANCO. Banco de Desenvolvimento do Estado da Bahia. Núcleo de Artes: primórdios da arte moderna na Bahia. Apresentação de Jorge Lins Freire. Salvador: 1982. Catálogo. Não paginado.

GOMES, Célia Maria Barreto. Do laço ao traço:  a mulher artista em Salvador, 1900-1945. Salvador: EDUFBA, 2007.

GUIMARÃES, Francisco Portugal. Lygia Sampaio: artista modernista. In: LYGIA SAMPAIO: 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. Salvador, de 23 ago. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014. p. 9.

LYGIA SAMPAIO. Núcleo de Artes do Desenbanco, 28 nov. 1984 a 15 nov. 1984. Catálogo de Exposição. Salvador, 1984. Não paginado.

LYGIA SAMPAIO. 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. 25 out. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014.

PARAISO, Juarez. Belas Artes: 1877/1996. Catálogo. Salvador, 1996.

PORTUGAL, Claudius. Apresentação. In: LYGIA SAMPAIO: 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. Salvador, de 23 ago. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014. p. 7.

SAMPAIO, Lygia. De Sam Payo a Sampaio: um Estudo Genealógico. Salvador: Gráfica Santa Helena, 2006.

SCALDAFERRI, Sante et al. Os primórdios da arte moderna na Bahia: depoimentos, textos e contextualizações em torno de José Tertuliano Guimarães e outros artistas. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado: FCEBA/Museu de Arte da Bahia, 1997. (Coleção Casa das Palavras. Série Memória).

SILVA, Aldo José Morais. Lygia Sampaio e os desafios da modernização cultural na Bahia. In: LYGIA SAMPAIO. 60 anos de pena e pincel. Exposição no Museu de Arte Sacra da UFBA. 25 out. 2014 a 31 jan. 2015. Salvador, 2014. p. 25-30. (Catálogo de Exposição).

SOARES, E. M. V. O leque das crônicas de Vasconcelos Maia: (pre)texto para reflexão sobre Leitura, Literatura e Memória. Tabuleiro de Letras, [S. l.], v. 3, n. 1, 2012. (Não paginado). Disponível em: https://revistas.uneb.br/index.php/tabuleirodeletras/article/view/135. Acesso em: 12 ago. 2023.

VARÓN CADENA, Nelson. Associação Bahiana de Imprensa - 90 anos da ABI. Salvador: Associação Bahiana de Imprensa, 2020.

 
Eletrônicas seguidas dos links:

AGUIAR, Lygia. Mulher e Arte, um vínculo que se resgata. Bahiaja. 26/09/2007 às 17:09. Disponível: http://www.bahiaja.com.br/imprimirartigo?idArtigo=118 Acesso em: 17 jun. 2023.

BRITO, Reynivaldo. Lygia Sampaio e a grandeza de sua arte. In: ARTES VISUAIS. 12 nov. 2018. Disponível em: reynivaldobritoartesvisuais.blogspot.com/2018/11/lygia-sampaio-e-grandeza-de-suaarte.html Acesso em: 10 mai. 2023.
GUEDES, Joseanne. Museóloga e artista plástica Lygia Sampaio é homenageada pela ABI. 14/11/2018. Disponível em: https://abi-bahia.org.br/museologa-e-artista-plastica-lygia-sampaio-e-homenageada-pela-abi/ Acesso em: 03 jul. 2023.

SILVA, Thiago Brandão da. Tomás Santa Rosa (1909 – 1956): O artesão negro das artes gráficas. Disponível em: https://www.snh2021.anpuh.org/resources/anais/8/snh2021/1628527484_ARQUIVO_259bab467b4e1afddd29055ba9f3e984.pdf- Acesso em: 03 jul. 2023.

 
Arquivísticas:

Convite da Exposição Individual de Lygia Sampaio, no Belvedere da Sé. Salvador, BA, 1955.

Convite da Exposição Novos Artistas Bahianos: Pintura, Desenho e Escultura, De 18 a 30 de abril 1950, no Hall do Instituto Geográfico e Histórico. Salvador, BA, 1950.

Trechos de Depoimentos e Críticas Publicados:
Trecho de crítica de Carlos Bastos. Salvador, 1984. In: LYGIA SAMPAIO: 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. Salvador, de 23 ago. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014. p. 43.

Trecho de crítica de Cesar Romero. Salvador, 2013. LYGIA SAMPAIO: 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. Salvador, de 23 ago. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014. p. 54.

Trecho de crítica de Israel Pedrosa. Niterói, 1984.  In: LYGIA SAMPAIO: 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. Salvador, de 23 ago. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014. p. 50.

Trecho de crítica de Matilde Matos. Salvador, 2010. In: LYGIA SAMPAIO: 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. Salvador, de 23 ago. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014. p. 38.

Trecho de crítica de Sylvia Athayde. Salvador, 1914. In: LYGIA SAMPAIO: 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. Salvador, de 23 ago. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014, p. 56.

 
Depoimento Publicado:

Trecho de depoimento de Lygia Sampaio ao Núcleo de Artes, 1981. In: DESENBANCO.  Banco de Desenvolvimento do Estado da Bahia. NÚCLEO de Artes: primórdios da arte moderna na Bahia. Apresentação de Jorge Lins Freire. Salvador: 1982. não paginado.

 
Depoimentos Não Publicados:

Depoimento de Marcus Castilho Sampaio (designer e curador) a Suzane Pinho Pêpe, via Google Meet, 15 mai. 2022.

Depoimento de Valésia Santana de Oliveira (bibliotecária) a Suzane Pinho Pêpe. Salvador, 12 abr. 2023.
Livros, Catálogos e Crônicas de jornal de Lygia Sampaio: LYGIA SAMPAIO. Núcleo de Artes do Desenbanco.

Livros, Catálogos e Crônicas de jornal de Lygia Sampaio:
LYGIA SAMPAIO. Núcleo de Artes do Desenbanco, 28 nov. 1984 a 15 nov. 1984. Catálogo de Exposição. Salvador, 1984. Não paginado.

LYGIA SAMPAIO. 60 anos de pena e pincel. Museu de Arte Sacra da UFBA. 25 out. 2014 a 31 jan. 2015. Catálogo de Exposição. Salvador, 2014.

SAMPAIO, Lygia. De Sam Payo a Sampaio: um Estudo Genealógico. Salvador: Gráfica Santa Helena, 2006.

SAMPAIO, Lygia. João Gramacho Falcão. Sertanista construtor de igrejas. A Tarde Cultural. Salvador, 01 ago. 1992.

SAMPAIO, Lygia. São José do Jenipapo: uma capelinha pede socorro. A Tarde. Salvador, 28 mar. 1992. p. 5.

 

 

 

 

 

 

 

 
Autoria

Autores(as) do verbete:

Suzane Pinho Pêpe

Data de inclusão:

15/08/2023

D536

Dicionário Manuel Querino de arte na Bahia / Org. Luiz Alberto Ribeiro Freire, Maria Hermínia Oliveira Hernandez. – Salvador: EBA-UFBA, CAHL-UFRB, 2014.

Acesso através de http: www.dicionario.belasartes.ufba.br
ISBN 978-85-8292-018-3

1. Artes – dicionário. 2. Manuel Querino. I. Freire, Luiz Alberto Ribeiro. II. Hernandez, Maria Hermínia Olivera. III. Universidade Federal da Bahia. III. Título

CDU 7.046.3(038)

 

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